lyraricardo
Manifestando perplexidades, redigindo uma memorabilia..
sábado, 27 de dezembro de 2025
Semana entre o Natal e o Ano Novo
sábado, 20 de setembro de 2025
sobre a velhice
sexta-feira, 8 de agosto de 2025
Cansaço
Trabalho e Cansaço
Acordo no meio da madrugada e quase que automaticamente penso nos prazos estourando e na (im)possibilidade de cumprir as metas, seja por cansaço ou falta de método.
No jornal uma reportagem sobre a (utópica.?) separação entre vida pessoal e trabalho parece um conto de ficção. Ultimamente não consigo 'desligar', e as lições todas de Domenico De Masi - aliás falecido nesta semana, me parecem impraticáveis.
Sim, bem sei que o problema não é o trabalho. Enquanto não resolver certas 'questões' o corpo vai reclamar. Enquanto não decidir como e com o que viver, o que e com quem repartir, não estarei vivo. O que fazer.?
quinta-feira, 3 de julho de 2025
Sobre profissão..
sexta-feira, 26 de julho de 2024
À maneira de Pessoa
O que tenho é cansaço e o desassossego. Receio íntimo dos gestos a esboçar, uma timidez intelectual das palavras a dizer.
Tudo me parece antecipadamente inútil. O insuportável tédio de todas estas caras, inteligentes ou totalmente sem, grotescas até a náusea de tão felizes ou infelizes, uma maré separada de coisas vivas que me são alheias.
Não há pior solidão do que a de não ter com quem dividir a vida.
domingo, 24 de setembro de 2023
Lendo antes que acabe...
quinta-feira, 7 de setembro de 2023
Um poema e tanto.
Next, please
Always too eager for
the future, we
Pick up bad habits of
expectancy.
Something is always
approaching; every day
Till then we say,
Watching from a bluff
the tiny, clear,
Sparkling armada of
promises draw near.
How slow they are!
And how much time they waste,
Refusing to make
haste!
Yet still they leave
us holding wretched stalks
Of disappointment,
for, though nothing balks
Each big approach,
leaning with brasswork prinked,
Each rope distinct,
Flagged, and the
figurehead with golden tits
Arching out way, it
never anchors; it’s
No sooner present
than it turns to past.
Right to the last
We think each one
will heave to and unload
All good into our
lives, all we are owed
For waiting so
devoutly and so long.
But we are wrong:
Only one ship is
seeking us, a black –
Sailed unfamiliar,
towing at her back
A huge and birdless
silence. In her wake
No waters breed or break.
16 January 1951
In: “The Less
Deceived” (1955)
Barco verde e pássaro
(Helga Balaban:
artista búlgara)
O próximo, por favor
Sempre ansiosos
demais quanto ao futuro,
Adquirimos maus
hábitos acerca das expectativas.
Algo sempre está a se
aproximar; a cada dia
Dizemos até então,
Observando de um rochedo
a diminuta, nítida
E cintilante armada
de promessas que se aproxima.
Quão lentas são elas!
E quanto tempo perdem,
Recusando-se a se
apressar!
No entanto, ainda nos
deixam a segurar amargas hastes
De decepção, pois,
embora nada se oponha a cada
Grande aproximação, adernado
com brônzeos arreios,
Cada amarrilho em
particular,
Com seu pendão, e a
carranca com tetas douradas,
Arqueando-se para
fora, jamais ancoram;
Tão logo presentes,
já se tornaram passado.
Até o último momento,
Cremos que vão
aportar e descarregar tudo de bom
Em nossas vidas, tudo
aquilo que se nos deve
Por esperarmos com
tanta devoção e por tanto tempo.
Mas estamos
equivocados:
Apenas um navio está
a nossa procura, um negro –
Pouco versado em
navegar, trazendo a reboque
Um silêncio imenso e
sem pássaros. Em seu curso,
Não se produzem nem se rompem vagas.
Referência:
LARKIN, Philip. Next, please. In: __________. Collected poems. Edited with na introduction by Anthony Thwaite. First American printing. New York, NY: Farrar, Straus and Giroux; The Marvell Press, 1989. p. 52.

